28 de março de 2005

Viagem do "não pensamento"


n n n n n

Sentada, olho para ti, paisagem bela e sem fim.
Aprecio cada milímetro da tua natureza, do teu céu azul, das tuas flores, árvores, animais.
Fazes-me sentir pequena.
Levanto-me.
Respiro fundo e volto a correr. Lentamente, sem pressas nem sufocos. Num ritmo não adquirido, experimental, numa tentativa de mudança. Uma mudança necessária.
Sinto o vento a bater-me no rosto. Uma pequena dor devido ao esforço, mas, uma vontade férrea de continuar. Sozinha desço a floresta, entro na estrada de alcatrão. Inspiro e expiro de boca aberta, tal como ele me disse para fazer. Sinto o corpo mais leve, cada vez mais leve. O cansaço tenta dominar-me mas insisto mais um pouco, porque agora, sim, agora já consigo.
E vou sentindo o vento a bater.
Não penso.
Corro.
É o único momento em que consigo deixar de pensar e essa sensação de vazio sabe-me sobejamente bem.
Desacelero um pouco, sinto as pernas a tremer. Há muito que não o fazia.
Esforço-me para não pensar.

E consigo.


T.

1 comentário:

Anónimo disse...

O sabes quem sou eras tu?!

Hugo